

Estética | Tratamentos corporais
Cuidar do corpo não significa buscar um padrão, mas tratar cada queixa com indicação e segurança
Flacidez, gordura localizada, celulite, perda de firmeza e alterações na textura da pele podem surgir por diferentes motivos, como genética, oscilações de peso, gestação, envelhecimento e mudanças hormonais.
Os tratamentos corporais podem contribuir para melhorar essas características e valorizar o contorno corporal. A escolha deve ser individualizada, considerando a estrutura corporal, a qualidade da pele e os objetivos possíveis para cada paciente.
Quais queixas podem ser tratadas?
Os tratamentos podem ser indicados para melhorar a flacidez da pele, pequenas áreas de gordura localizada, celulite, irregularidades na textura e perda de definição do contorno corporal.
Algumas tecnologias também atuam sobre a musculatura ou podem auxiliar nos cuidados com a região íntima e o assoalho pélvico, quando existe indicação específica.
Cada queixa envolve estruturas diferentes — pele, gordura, tecido conjuntivo ou músculos. Identificar qual delas predomina é fundamental para escolher o tratamento.
Quais tecnologias podem ser utilizadas?
A radiofrequência, presente em plataformas como NuEra Tight, Venus Legacy, Exilis Ultra 360 e Emtone, promove o aquecimento controlado dos tecidos e pode ser utilizada em protocolos para firmeza e celulite. O microagulhamento com radiofrequência, como o Morpheus 3D, atua em diferentes profundidades da pele.
A criolipólise utiliza resfriamento controlado para tratar depósitos localizados de gordura. Já tecnologias como ultrassom macrofocado, micro-ondas e ondas acústicas possuem mecanismos e objetivos diferentes.
Campos eletromagnéticos, encontrados em plataformas como Emsculpt e ZField, promovem contrações musculares. A tecnologia mais adequada depende da região, da estrutura que precisa ser tratada e das condições de saúde da paciente.
Quantas sessões são necessárias?
O número de sessões varia de acordo com a queixa, a tecnologia escolhida, a área tratada e a resposta individual. Alguns tratamentos são realizados em poucas sessões e apresentam evolução gradual; outros precisam de um protocolo mais longo.
Os resultados que dependem da produção e da remodelação do colágeno costumam aparecer progressivamente ao longo dos meses. Procedimentos voltados à musculatura ou à aparência da celulite também podem precisar de manutenção.
A dermatologista acompanha essa evolução e pode ajustar o protocolo conforme a resposta obtida.
Tratamento corporal emagrece?
Os procedimentos para contorno corporal não substituem o emagrecimento e não são indicados para tratar obesidade. Eles atuam em regiões específicas e podem ajudar a reduzir pequenos depósitos de gordura, melhorar a firmeza ou suavizar irregularidades.
Quando existe excesso de peso ou uma grande variação corporal em andamento, o tratamento estético pode ser planejado em conjunto com mudanças de hábitos e acompanhamento médico ou nutricional.
O peso na balança pode permanecer o mesmo, ainda que ocorram mudanças localizadas no contorno ou na qualidade da pele.
É possível combinar tratamentos?
Sim. Flacidez, gordura localizada e celulite podem estar presentes na mesma região, mas não respondem necessariamente ao mesmo procedimento.
Por isso, o planejamento pode combinar tecnologias que atuam na pele, no tecido adiposo e na musculatura. Bioestimuladores de colágeno e outros procedimentos também podem fazer parte do protocolo quando houver indicação.
Combinar não significa realizar tudo ao mesmo tempo. As sessões devem ser organizadas respeitando a resposta dos tecidos, os intervalos necessários e a segurança de cada método.
Quais cuidados e limitações devem ser considerados?
Dor, sensibilidade, vermelhidão, inchaço, hematomas ou dormência temporária podem ocorrer, dependendo do procedimento. Tecnologias que aquecem, resfriam ou alcançam tecidos mais profundos também apresentam riscos específicos.
Gestação, alterações de sensibilidade, doenças da pele, hérnias, problemas circulatórios, implantes metálicos, dispositivos eletrônicos implantados e medicamentos em uso podem interferir na indicação.
Nenhuma tecnologia garante um resultado específico ou permanente. Uma avaliação cuidadosa permite compreender os benefícios, os limites e os possíveis riscos antes de iniciar o tratamento.
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